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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Coisas Irreleváveis

Para que explicação se a vida é em vão?
Quem foi que disse que dice com C é errado
E que sexo antes do casamento é pecado?
Eu queria descobrir por que é feio comer com colher.
E por que o normal é homem com mulher...
A boca serve para falar e comer...
Será que não era apenas isso que devíamos com ela fazer?
Matemática, português, história e geografia ...
Economizo letras trocando filha por fia
Bigamia é o mesmo que prisão
É como cães terem de comer só um tipo de ração
E com tanta gente no mundo há quem sonhe com alma gêmea
Cachorro é que é feliz, por se contentar com toda fêmea
Tem gente que sonha dormindo, outros dormem sonhando
Eu, quando não sei o que responder, finjo estar pensando
E quando penso em muita coisa, é melhor nem contar
Porque, as pessoas dizem querer saber só para depois se espantar
Falando nisso, eu nunca vi um espantalho de verdade
Talvez, seja porque, ele se esconde na minha sinceridade.
E o palhaço do circo, será que é feliz?
Ainda acredito que há muita tristeza no vermelho do nariz...
E se for pensar no beijo, pode parecer engraçado
Mexer com a língua é tão útil quanto desenhar coração em vidro embaçado
E o casamento serve só pra engordar
Homem com a cervejinha e a mulher ao engravidar
E então, vêm os filhos, só para a diversão
Pois, os pais que apanharam agora têm a chibata na mão...
Eu nunca apanhei por ter feito coisa errada
Mas, quando fazia, o destino me embrulhava um tombo da escada
Então, chorava e pedia desculpa para o meu joelho e minha testa
Agora as cicatrizes são tudo o que me resta
Um dia eu quis voar e pulei do segundo andar
Descobri que guarda-chuva não é asa, e que duas pernas acabara de quebrar
Às vezes eu acordava sentindo mais duro o colchão
Percebia que tinha caído novamente no chão
Uma vez uma menina me perguntou se seu pato de argila estava feio
Respondi que não – não feio, horrível-, falar comigo ela nunca mais veio
Mas, com todos os meus defeitos nunca me faltaram amigos
E por incrível que pareça não tenho também muitos inimigos
Quem não me conhece vive me julgando
Mas, eu sei quem sou, então, continuo caminhando
E quando percebo a pedra no caminho é porque já bati o dedão
E assim, não ganho apenas uma preocupação...
Enquanto viva, tento fazer o bem
Disponibilizo confiança, mas não confio em quase ninguém
E se vejo alguém chorando tenho vontade de chorar
Eu solidarizo com as pessoas, nem preciso as amar...
Mas depois que me aproximo, sofro pra me despedir
É tarde, elas têm que ir
E no meu mundo sempre foi assim, pessoas indo e vindo
Lembro-me delas sempre que vejo a chuva caindo...
E agora que contei tantas coisas sobre mim
Percebo que nada de valor disse, enfim.
Mas pra que explicação?
Se a vida é em vão...

7 comentários:

  1. wooow :o Profundo. Muito profundo !
    Parabéns :) vc escreve mto bem *-*

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  2. Paôla, o seu blog é uma ode à vida!
    E eu já sou mais um seu seguidor...
    Pois ainda tenho verve poética,
    Embora de matemática, seja professor!
    A sua página... do começo ao fim,
    Fala da vida com fervor,
    Resta-me imaginar ao término dela...
    Ouvindo Fagner com... "borbulhas de amor"! [o]!

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  3. Borbulhas de amor você ouve
    Com amor borbulhando eu escrevo
    Não importa a profissão para que um poema se louve
    Muito menos para perceber que a vida é feita de relevo
    E quantos relevos nesse poema houve?
    Posso dizer que a verve poética é como um nevo
    Qua cada um carrega consigo desde o primevo.

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  4. Treze dias, preocupado e pensando...
    Por que ela não me diz nada?
    Perguntei aos peixinhos: quando
    Foi que eu errei, ou ela anda ocupada?
    Disseram-me: calma, ela está anotando...
    O que na sua mensagem foi postada
    O que dissestes a ela versejando,
    Pra dar uma resposta equiparada.

    Agora, com a sua resposta concreta
    Vejo que os peixes estão mais felizes...
    Falam que: a poetisa e o mate mágico em festa
    Parecem certos humanos petizes!
    Toda carta tem resposta, digo na certa...
    Como as verdades escritas nas matrizes,
    Desejo pra você e família liberta...
    "Boas festas" e sorte de todos os matizes!

    Abraços!!!!!

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  5. Ocupada não digo que estava
    Mas talvez um pouco esquecida
    Do meu blog que tanto gostava
    E gosto por escrever sobre a vida...

    Feliz fiquei ao ver a repercursão
    De versos que voam e às vezes pousam
    Mas voando ou não são de coração
    Atiçar o coração dos outros é o que eles ousam

    Versejar é uma bela maneira de palavras escolher
    Para que almas suprem-se de sentido
    Quem escreve tarda a envelhecer
    Pois o homem de palavras é vestido

    O mate mágico e a poetisa em festa
    Toda carta tem resposta e lhe provo isto
    Desejar-lhe boas festas também é o que me resta
    Responderei sempre, eu prometo, antes mesmo do que terá previsto.

    Abraços.

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